Fernão Joanes recebeu no passado dia 22 mais uma
prova de Mx, num dia em que o muito público presente assistiu a um belo
espectáculo desportivo. 16 pilotos concorrentes ao Troféu Vintage, 21 Iniciados
e 38 participantes ao Campeonato Regional PentaControl iluminaram um dia que
dele próprio já se mostrava solarengo.
REGIONAL PENTACONTROL - 3 Vencedores Diferentes Para Outras Tantas Classes
Dado o “elevado” número de pilotos presentes face ao que tem acontecido em anos
anteriores, 23 em MX2 e 15 em MX1, a PentaControl e respectiva organização
decidiram dividir este pilotos por uma corrida para cada classe dando a
oportunidade a todos os pilotos de participarem, realizando no final do dia uma
prova Elite que juntava os 15 melhores pilotos de MX2 e os 15 melhores de MX1.

O dia de corridas sénior começou com a corrida da classe MX2, que viu dois
pilotos destacarem-se por razões diferentes. Apontado como um dos favoritos à
partida, o piloto da MXM Crimafil Racing Team Marco Pereira aproveitou da
melhor forma o excelente arranque que realizou para vencer a primeira corrida do
dia. O Nº 20 começou por ganhar uma vantagem confortável aos seus adversários na
parte inicial da corrida para no seu final se limitar a controlar o andamento
conforme a indicação dos seus assistentes.
Na fase inicial da corrida foi emocionante ver a luta que se assistia pela segunda posição e que envolvia precisamente cinco pilotos que, à medida que a corrida se desenvolvia, ia vendo alguns se atrasarem nesta luta. Quem acabaria por levar a melhor seria Diogo Pereira que ocupou o segundo posto durante quase todo o tempo e após uma grande corrida em que se viu forçado a suster os ataques dos vários adversários que se aproximavam dele. Na fase final o Nº 991 viu-se obrigado a forçar o andamento face à aproximação de Ivo Fernandes, chegando mesmo a ser ultrapassado mas nunca desistindo do posto que à partida lhe parecia destinado.

Grande corrida fez igualmente o piloto da Hard Racing Team Ivo Fernandes
que, após sofrer uma queda logo no arranque da corrida, imprimiu um ritmo
avassalador e que deixou todo o público delirante face à sua recuperação. O Nº
501 ainda chegou mesmo a ocupar o segundo posto desta manga, mas a queda deixou
alguns mazelas no piloto forçando-o a diminuir o ritmo de modo a terminar a
corrida. Mesmo assim Ivo foi o terceiro colocado após vir da antepenúltima
posição à passagem da primeira volta.
Igualmente interessante de se seguir foi a luta travada por Elias Rodrigues e
Nuno Oliveira pelas posições seguintes durante os 20 minutos mais duas voltas de
corrida, acabando por sorrir a sorte ao piloto Nº 19 da Bianchi Prata Vodafone.
O Nº 70 ainda chegou mesmo a ocupar o quarto posto mas a sorte parecia não
querer nada com ele pois duas voltas após obter a quarta posição sofreu uma
queda que o relegou novamente para quinto. Elias seria assim quarto e Nuno
quinto.
No sexto posto surgiria o piloto Nº 151 André Almeida após uma corrida muito
consistente, mas tendo de se defender no final da corrida de André Ruano. De
facto o Nº 55 não iria além da sétima posição depois de andar um pouco mais de
metade da corrida na luta pelo segundo posto.
Hélio Santos (Nº 112), João Nogueira (Nº 111) e Tiago Teófilo (Nº 738)
realizariam corridas sem grandes sobressaltos acabando por terminar em oitavo,
nono e décimo respectivamente.

Olhando para os pilotos presentes à classe MX1 facilmente se atribuiria o
favoritismo a um piloto. De facto o piloto Nº 11 da Anajô PB Sport Racing Team,
Rui Rodrigues, apoderou-se da liderança no decorrer da segunda volta para
nunca mais a largar, ganhando vantagem sobre os seus adversários volta após
volta rumando a uma vitória clara e sem qualquer problema.
Aproveitando a pausa do campeonato em que milita e o facto de se encontrar perto
de sua casa, o endurista Mário Patrão ocupou no final da corrida o segundo posto
mas não sem antes ter tido luta. De facto só à passagem da décima volta é que o
Nº 68 conseguiu ultrapassar o adversário que o acompanhava, ganhando depois uma
distância considerável que lhe permitiu descansar no final da corrida.
Após ocupar em grande parte da corrida o segundo posto, Bruno Dores acabou por
não resistir aos ataques lançados por Patrão vendo-o passar o meio da corrida e,
dessa forma, teria de se contentar com o último lugar do pódio, lugar esse que
nunca esteve em perigo face ao fosso que já havia criado para o piloto que o
seguia.
Nas posições seguintes terminariam dois pilotos cujas corridas foram um pouco
instáveis devido a quedas. De facto, depois de passar a meio da tabela na
primeira volta, o Nº 79 Edgar Almeida viria a terminar em quarto, não sem antes
sofrer nova queda no decorrer da corrida. De igual forma também Nuno Carvalho,
Nº 977, veria uma queda na fase inicial da corrida condicionar a mesma,
conseguindo ainda assim recuperar para quinto.
Rodando sempre relativamente próximos, António Figueiredo (Nº 57) e Hernâni
Giesta (Nº 74) acabariam por ser sexto e sétimo respectivamente e, apesar de
ainda terem rodado ambos no top 5, viram-se incapazes de conterem o ritmo dos
pilotos que seguiam em plena ascensão na corrida após quedas.
Igualmente à vontade nesta corrida andaram João Moreira (Nº 525), António
Pereira (Nº 224) e Daniel Nogueira (Nº 978) para serem oitavo, nono e décimo
respectivamente.
Apurados os melhores pilotos de cada classe, deu-se início à prova mais esperada
do dia, a classe Elite. Desde o cair da grelha de partida que a emoção foi
muita, com a luta pela vitória a envolver constantemente dois pilotos. Na fase
inicial o líder foi Marco Pereira, mas à passagem da terceira volta eram já Rui
Rodrigues e Ivo Fernandes quem controlavam os acontecimentos. Durante todo o
tempo estes dois pilotos andaram juntos com constantes trocas de posição, embora
na fase final o Nº 501 tenha ganho três segundos que se revelaram importantes
para assegurar a vitória nesta manga. Com tudo isto o Nº 11 teria de se
contentar com o segundo posto, sendo mesmo assim o melhor da classe MX1,
deixando o terceiro posto para um solitário Marco Pereira (Nº 20). Incapaz de
acompanhar os dois primeiros, o Nº 20 passou a imprimir um ritmo forte mas
cauteloso, nunca tendo de se preocupar com quem o seguia pois a vantagem inicial
já se mostrava suficiente para garantir o último lugar do pódio.
Novamente com um bom ritmo de corrida mostrou-se o endurista Mário Patrão (Nº
68), assegurando facilmente a quarta posição numa corrida em que não sofreu
grandes ataques dos seus adversários face à distância que tinha conseguido criar
no início da corrida. Sem dúvida um bom regresso ao Mx por parte deste piloto, e
um bom treino para os campeonatos em que milita a tempo inteiro.
Igualmente com um ritmo elevado acabaria por andar o jovem Diogo Pereira (Nº
991) que, após rodar durante toda a corrida no sexto posto, efectuou um forcing
final de forma a chegar mais adiante. Isto aconteceu mesmo por acontecer com o
Nº 991 a passar a quinto mesmo em cima da linha de meta, ultrapassando um
fatigado Bruno Dores (Nº 29). Depois de rodar constantemente em quinto, o Nº 29
viu-se incapaz de conter o ataque do seu adversário mesmo no final do tempo de
corrida, mostrando-se um pouco frustrado face a essa perda, mas admitindo que se
encontrava já desgastado.
Mais uma vez, e como havia acontecido em MX2, quatro pilotos lutaram pelas
posições seguintes ao longo da corrida, com pequenos erros a ditarem o desfecho
final. Mostrando-se rápido e forte psicologicamente, André Almeida (Nº 151)
acabaria por levar a melhor sobre os seus oponentes, deixando atrás de si André
Ruano (Nº 55). Depois de um mau arranque o Nº 55 viu-se forçado a recuperar
algumas posições acabando por não conseguir melhor que a oitava posição. Um
pouco inconstante ao longo da corrida esteve Elias Rodrigues (Nº 19), piloto que
após começar no meio do pelotão ainda conseguiu recuperar alguns postos, mas à
medida que a corrida ia decorrendo pequenos erros levaram-no a perder novamente
postos importantes. Mesmo assim este piloto ainda conseguiu terminar em nono,
deixando o último lugar do top 10 para o seu colega de equipa Hélio Santos (Nº
112) que se viu ultrapassado na última volta.
Em termos gerais, e visto que a corrida elite também contava para cada uma das
classes, em MX2 o líder seria Marco Pereira com 47 pontos, deixando Ivo
Fernandes com 45 e Diogo Pereira com 42 nas posições imediatas. Já em MX1 Rui
Rodrigues levaria facilmente a melhor com a pontuação máxima, 50 pontos, logo
seguido de Mário Patrão e Bruno Dores com 44 e 40 respectivamente.
OPEN INICIADOS – Empate Técnico Mantém Campeonato Ao Rubro
À entrada para esta corrida oito pontos separavam os dois primeiros colocados do
campeonato, e assim continuaram após mais duas mangas disputadas. Demonstrando o
porquê de se encontrar na liderança com um ritmo nitidamente superior aos seus
adversários, Daniel Pinto (2º;1º) (Nº259) levou de vencida mais esta
corrida depois de uma primeira manga em que um mau arranque e a perda do assento
da sua moto perto do final o impediram de fazer o pleno neste dia, beneficiando
o seu principal oponente. Sendo assim Duarte Claro (1º;2º) (Nº2) foi o primeiro
vencedor do dia acabando empatado em pontos no final do dia e, apesar de nesta
prova não conseguir acompanhar o ritmo do Nº 259 da Hard Racing Team mantém as
suas aspirações ao título intactas à medida que o campeonato se aproxima do
final.

Cada vez mais recuperado da lesão que sofreu em treinos, o piloto da Bianchi
Prata Vodafone Diogo Ventura (3º:4º) (Nº3) ocuparia o último posto do pódio,
apesar de na segunda manga não se ter mostrado tão forte como no início. Mesmo
assim o Nº3 provou que está a voltar ao seu melhor momento conseguindo manter-se
sempre em contacto com os pilotos da frente e pronto a aproveitar qualquer
deslize destes.
Quem se atrasou um pouco na questão do título foi Fábio Maricato (5º;3º) (Nº
239) que viu a sua prestação grandemente condicionada com várias quedas no
decorrer na primeira manga, forçando-o a imprimir um ritmo elevado de forma a
minimizar as perdas para os seus adversários.
A encerrar o top 5 ficou o piloto Pedro Carvalho (4º;5º) (Nº5) que, mesmo
mostrando um ritmo elevado, não apresentou pergaminhos suficientes para
acompanhar os pilotos que seguiam à sua frente, levando mesmo assim a melhor
sobre o regular Fábio Azevedo (6º;6º) (Nº77). Depois de uma primeira manga
descansada este piloto teve de suster vários ataques na fase final da segunda
manga do piloto açoriano Bruno Serra (8º;7º) (Nº4) que este ano parece estar com
algumas dificuldades para se intrometer nas lutas pelos lugares cimeiros, algo a
que os maus arranques que tem protagonizado não são alheios.
Jorge Leite (7º;9º) (Nº30), Álvaro Gonçalves (13º;8º) (Nº222) e Óscar Fernandez
(9º;12º) (Nº90) concluíram a prova em oitavo, nono e décimo respectivamente,
naquele que foi o melhor resultado até ao momento para o piloto de Famalicão
Nº222.
Em termos de campeonato Daniel Pinto tem neste momento uma vantagem de oito
pontos sobre o seu mais directo adversário Duarte Claro, deixando Fábio Maricato
32 pontos atrás. Pedro Carvalho e Diogo Ventura ocupam o quarto e quinto lugar
respectivamente separados por dez pontos entre eles, mas já a uma distância
considerável dos dois da frente.
TROFÉU VINTAGE – João Moreira Estreia-se Com Uma Vitória
Fernão Joanes recebeu a segunda prova pontuável à classe destinada às motos e
pilotos do antigamente, sendo grande a expectativa sobre quem seria o vencedor
face à ausência do incontestável dominador dos últimos anos Cristóvão Teixeira
que, por motivos de saúde, já não deverá fazer mais aparições como concorrente
este ano. Aproveitamos desde já para apresentar as rápidas melhoras a este
veterano piloto.

A aparecer pela primeira vez este ano nesta classe João Moreira (1º;1º) (Nº525)
não teve dificuldades em levar de vencida os seus adversários, liderando em
ambas as mangas da primeira à última volta sem ser incomodado.
Tal como na prova inaugural deste Troféu Tiago Teixeira (2º;2º) (Nº63) mostrou
um bom andamento com a sua Yamaha de 1983 e terminou da mesma forma que na
primeira corrida, em segundo, que lhe permitiu ascender ao comando do Troféu.
Contudo a vida do Nº 63 não foi fácil, especialmente na segunda manga, visto que
o seu perseguidor vinha muito perto e qualquer erro era fatal.
Igualmente em bom plano esteve Ricardo Ribeiro (3º;5º) (Nº3) ao ser o terceiro
colocado neste dia, depois de ver a sua prestação ser um pouco manchada com o
mau arranque da segunda manga e que o impossibilitou de ir mais além, acabando
mesmo assim por levar a melhor sobre António Silva (7º;3º) (Nº32). Este piloto
também sentiu algumas dificuldades para chegar mais à frente depois de na
primeira manga ter sofrido uma queda ainda no inicio e que o relegou
praticamente para a cauda do pelotão, obrigando-o a um maior esforço para
recuperar posições.
Carlos Pinto (4º;8º) (Nº25) encerraria no final do dia o top 5 após mostrar
provas de que é capaz de andar a lutar pelos lugares cimeiros desta competição,
embora a segunda manga tenha sido prejudicial para este piloto devido às
posições que perdeu ao longo da prova.
Sérgio Loureiro (6º;7º) (Nº15), Ricardo Santos (9º;6º) (Nº727), António Machado
(8º;10º) (Nº18), Francisco Duarte (16º;4º) (Nº771) e Raul Amorim (5º;15º)
(Nº972) encerrariam a lista dos dez mais deste dia, com estes dois últimos
pilotos a fazerem a primeira incursão neste Troféu e mostrando que podem lutar
pelas posições cimeiras.
Em termos de Troféu Tiago Teixeira é o actual líder com António Silva e Ricardo
Ribeiro nas posições seguintes, ambos com 16 pontos de desvantagem. Sérgio
Loureiro e Ricardo Santos ocupam actualmente o quarto e quinto lugares, numa
lista que contempla já dezassete pilotos pontuados.