
Primeira Volta ao Mundo em Solitário / Duplas
http://portimaoglobaloceanrace.com/
Apresentação da “Portimão Global Ocean Race” - Regata à Volta do Mundo
(12 de Outubro de 2008 a Junho de 2009)

A “Portimão Global Ocean Race” é uma nova Regata de Circum-Navegação à Volta do
Mundo para Solitários ou Duplas em veleiros monocascos Open 40 e 50 pés, com
largada na Cidade de Portimão a 12 de Outubro de 2008.
Este Evento náutico é uma iniciativa da Global Ocean Sailing Ventures, um projecto dos conceituados Velejadores Josh Hall e Brian Hancock, cujo patrocinador oficial é a Autarquia de Portimão.
A Primeira Volta ao Mundo em Solitário / Duplas será realizada de dois em dois anos e tem como Parceiros locais a Marina de Portimão e o Tivoli Arade (hotel oficial do evento).
A “Portimão Global Ocean Race” passa pelos Cabos mais tenebrosos dos cinco Continentes, fazendo escala na Cidade do Cabo - África do Sul; Wellington - Nova Zelândia; Ilhabela - Brasil; e Charleston - Estados Unidos.
A chegada será também em Portimão, e está prevista para Junho de 2009, após cerca de 30 mil milhas de navegação e nove meses de Oceano.
Com um formato inovador, a “Portimão Global Ocean Race” tem como principal objectivo possibilitar aos Velejadores a experiência competitiva e a aventura de uma Regata Oceânica à Volta do Mundo sem as exigências financeiras de outras competições.

Com um entry free de apenas 10 mil euros, por cada embarcação, a participação na “Portimão Global Ocean Race” torna-se extremamente acessível, ficando muito longe dos valores astronómicos exigidos em outras regatas.
É a pensar no sonho dos Velejadores em dar a Volta a Mundo que a organização da “Portimão Global Ocean Race” concede a opção de navegar em Solitário ou em Duplas.
A Organização tem expectativas de reunir 25 embarcações, sendo que, neste momento estão confirmados 15 Veleiros, oriundos de países como a Grã-Bretanha, Estados Unidos, França, Bélgica, Holanda ou Nova Zelândia, que estarão na largada em Portimão.
Entre os Velejadores já confirmados pela Organização surgem os nomes de Joe Harris, um dos melhores velejadores solitários norte-americanos, que já participou em inúmeras Transat, tendo alcançado o primeiro lugar, na sua classe, na Transat Jacques Vabre de 2005; e Richard Tolkien, velejador britânico participante da Regata Vendée Globe.
Nas palavras do organizador Brian Hancock, “esta não é uma Regata para amadores, mas para quem conhece bem o mar”.

Portimão – A Escolha Perfeita

Presidente da Câmara Municipal de Portimão - Manuel da Luz
...”Portimão é uma cidade do Mundo e é com enorme satisfação que seremos palco de um evento desportivo internacional deste tipo. A Portimão Global Ocean Race irá dar-nos a oportunidade de apresentar e promover a nossa vocação náutica, cientes da importância económica e social deste segmento no panorama do Turismo Mundial, e convidar Velejadores e não Velejadores a visitarem-nos e a desfrutarem da nossa inigualável hospitalidade”.
Josh Hall - Director da Prova
...”Não conseguimos imaginar melhor ponto de largada e de chegada para esta
Regata do que Portimão. É uma cidade dinâmica que representa verdadeiramente o
espírito deste evento: inovação, perfeição e espírito de aventura. Sei que os
nossos concorrentes apreciarão a hospitalidade desta cidade e o facto de se
encontrarem, poucas horas após a partida, nos ventos alísios em direcção a Sul
será uma grande vantagem”.
Portimão, um Mar de Emoções
Entre o mar e a terra, é enorme a oferta do Município a nível de actividades desportivas. Um clima privilegiado, uma situação geográfica de excepção, um mar de tranquilidade ímpar e enorme abertura e capacidade de organização têm trazido ao Município algumas das mais importantes provas internacionais. Mas é nos mares que Portimão está verdadeiramente em casa e oferece condições únicas que merecem a preferência das grandes provas náuticas internacionais.
O acesso directo e seguro ao mar, com uma barra aberta à navegação durante todo o ano e infra-estruturas de qualidade aliadas a excelentes condições climáticas, faz de Portimão um porto seguro, local privilegiado de paragem para qualquer tipo de embarcação e um palco náutico por excelência.
Eleita como centro de estágio oficial da equipa ABN AMRO, vencedora da Volvo Ocean Race 2005, Portimão proporcionou todas as condições necessárias para a realização dos testes e afinações de preparação para esta prova, considerada a maior competição internacional de vela oceânica do mundo.
Cada vez mais, Portimão assume-se cidade anfitriã de grandes provas internacionais do desporto náutico, fazendo parte do seu calendário anual, provas como o Grande Prémio de Portugal/Algarve F1 Motonáutica; Med Cup-TP52; Campeonato do Mundo de Kitesurf; Campeonato do Mundo de Powerboat P1 e, a partir deste ano, com a Portimão Global Ocean Race.
Marina de Portimão
Nascida à beira rio, virada para o mar, a Marina de Portimão abriga nas águas do Arade embarcações de grande porte, sendo também um ponto de encontro para aqueles que procuram um espaço comercial de lazer e tranquilidade.
Organização

A Global Ocean Sailing Ventures é um novo projecto no mundo náutico, criado pelos Velejadores britânicos Josh Hall e Brian Hancock, ambos com largo historial e experiência na Vela.
É um projecto com uma Consciência Social que reconhece a importância dos Eventos de Vela de um modo construtivo e dinâmico para envolver Jovens Velejadores e não Velejadores.
Mediante uma iniciativa conjunta com uma entidade de Educação Global, a Global Ocean Education Iniciative, a “Portimão Global Ocean Race” vai envolver um sem-número de Crianças em idade escolar.
Josh
Hall
Já concluiu três Circum-Navegações em Solitário, entre as quais a mítica Regata
Vendée Globe.
Geriu numerosas campanhas para grandes Velejadores da Europa e do Resto do Mundo.
Brian
Hancock
Navegou mais de 250 mil milhas náuticas, participando em regatas de alto nível
mundial – três edições da Witbread-round-the-World (actual Volvo Ocean Race).
Já trabalhou a área da comunicação para a EDS Atlantic Challenge, the Around Alone (designada agora de 5-Oceans), a Oryx Quest 2005 e ainda a Maxicatamaran Team Adventure.
Tem seis livros publicados, entre eles um best-seller nos Estados Unidos, intitulado de The Risk in Being Alive.
Percurso

Etapa 1 (Portimão – Cidade do Cabo, África do Sul)
Largada de Portimão, no dia 12 de Outubro de 2008, em direcção aos Açores rumando à Cidade do Cabo passando obrigatoriamente por Fernando Noronha, um local de controlo com baliza pontuada.
A primeira escala desta Volta ao Mundo, a cidade do Cabo, já foi anfitriã de quase todas as regatas de Volta ao Mundo, desde os primórdios destas provas.
Conta com amplas instalações para barcos e patrocinadores e permitirá aos competidores reagrupar a frota antes da primeira Etapa nos Oceanos do Sul, rumo à Nova Zelândia .
Etapa 2 (Cidade do Cabo - África do Sul – Wellington, Nova Zelândia)
A primeira etapa nos Oceanos do Sul levará os velejadores imediatamente à zona mais profunda do planeta.
A distância mais curta entre Cape Point, em África, até à passagem em Eclipse Island, na Austrália, atinge uma latitude abaixo dos 50S.
Esta baliza pontuada evita que a frota rume demasiadamente para Sul e, permite que os velejadores possam fazer uma paragem para eventuais reparações em Albany - um porto de águas fundas no Sul da Austrália - muito perto da Eclipse Island. A frota rumará a Tauranga ou Cook Strait, ou poderá, ainda, dar a volta à Tasmânia, dependendo das condições atmosféricas.
Escala – Wellington - Nova Zelândia
Wellington, a capital da Nova Zelândia está localizada no Bass Straight e é uma cidade ideal para uma escala a meio dos Oceanos do Sul.
Tem amplas instalações para consertar e preparar os barcos para a Etapa da passagem pelo Cabo Horn.
Etapa 3
(Wellington, Nova Zelândia – Ilhabela, Brasil)
A segunda etapa dos Oceanos do Sul leva a frota ao redor do Cabo Horn, uma ilha minúscula na extremidade da América do Sul, que conseguiu captar a imaginação de marinheiros durante séculos.
O Cabo Horn também será uma baliza pontuada.
Uma vez dada a volta ao infame Cabo, há um percurso difícil até chegar à costa oriental da Argentina, para de seguida rumar até à Ilhabela, Brasil.
Escala – Ilhabela, Brasil
Situada ao largo da costa do Brasil, perto da cidade portuária de Santos, Ilhabela é mundialmente conhecida pelas moradias de ricos e famosos, sendo um santuário perfeito para a frota, depois de uma etapa tão difícil quanto a que começa na Nova Zelândia.
Com 85% da ilha posta de parte para servir de reserva ecológica da floresta tropical, as praias a perder de vista e as montanhas luxuriantes serão um repouso bem-vindo para os velejadores que se preparam para as duas etapas finais da Regata.
Etapa 4 (Ilhabela, Brasil – Charleston, Estados Unidos)
A etapa do Brasil rumo aos Estados Unidos é um campo táctico que inclui Ventos Alísios, uma segunda passagem pelo equador e os conhecidos doldrums, que exigem uma cuidadosa negociação da extremidade do Brasil onde as correntes e os ventos, que são muito variáveis, podem dar lugar a uma navegação cheia de desafios.
Passando a região equatorial é sempre em frente até à cidade pitoresca de Charleston, na Carolina do Sul, localizada na costa oriental dos Estados Unidos.
Escala - Charleston, Estados Unidos
A penúltima escala no EUA coincidirá com o Festival Marítimo de Charleston, que tem lugar em Maio de 2008.
A paragem será gerida pelo Director Executivo da
Maritime Heritage Foundation da Carolina do Sul que, por coincidência, também é
um Velejador Solitário de
renome.
Brad Van Liew ganhou na Classe 2 da Around Alone a bordo do Tommy Hilfiger Freedom America.
Juntamente com a sua esposa Meaghan irão gerir a visita da “Portimão Global Ocean Race” aos Estados Unidos e prometem uma estadia fantástica em Charleston.
Etapa 5 (Charleston,
Estados Unidos – Portimão)
A Etapa mais curta da regata consiste na rápida travessia transatlântica de regresso à Europa que passa por uma baliza pontuada localizada ao largo da Ilha do Pico, o ponto mais alto de Portugal e que é também uma das ilhas mais admiráveis dos Açores.
A chegada da frota será em Portimão.
Responsabilidade Social
Regata nas Escolas do Mundo
O formato inovador da “Portimão Global Ocean Race” vai além da vertente competitiva, contemplando uma forte responsabilidade social, focada na Educação dos jovens a uma escala planetária.
Numa parceria com a Global Ocean Education – entidade de Educação Global -, a “Portimão Global Ocean Race” pretende estabelecer um Programa Educacional transmitido em tempo real, em escolas de todo o Mundo, tendo como formatos: o papel e a internet.
Sendo o início da “Portimão Global Ocean Race”
coincidente com o arranque do ano lectivo em diferentes países do Mundo, o
objectivo passa por distribuir o
programa nas escolas, a partir de Outubro – data de largada da Regata -, cuja
duração será de aproximadamente nove meses, ou seja, até ao término da Primeira
Volta ao Mundo em Solitário / Duplas.
Entre os diferentes temas abordados no programa educacional, que será acompanhado nas escolas ao longo da Regata, destacam-se:
Geografia: fornecer informação sobre os locais visitados pela frota
Culturas: explorar a etnicidade e as diferentes culturas nos diferentes locais de passagem das tripulações e dos próprios Velejadores
Ciência: os mais variados aspectos adjacentes a uma navegação de 30 mil milhas Tecnologia: a navegação por satélite e toda a tecnologia inerente à comunicação dos velejadores com a terra
Meteorologia: abordagem às diferentes condições climatéricas pelas quais passa uma Regata à Volta do Mundo. Os choques climáticos, os ventos, as marés.
Condição humana: a luta do Velejador contra as adversidades e a luta pela sobrevivência. A vida num espaço exíguo durante meses, desde a alimentação às horas de sono.
História: toda a componente histórica presente na longa travessia
Astronomia: a ligação entre os velejadores e os astros
Para que o acompanhamento da Regata possa ser feito o mais em simultâneo possível, será criado um website que permitirá a visualização constante das posições de cada embarcação, ao longo do percurso.
Informações pertinentes como a velocidade dos barcos, as distâncias entre os participantes ou o rumo seguido por cada veleiro poderão ser acompanhadas no website da prova.
Será também criado um canal de comunicação entre Velejadores e alunos, através de satélite, para além de mensagens diárias por correio electrónico.
Volta ao Mundo à Vela
O mítico Joshua Slocum - primeiro Grande Aventureiro
A primeira Circum-Navegação em Solitário, num barco à vela, foi protagonizada pelo britânico Joshua Slocum, no longínquo ano de 1895.
Com um veleiro construído pelo próprio, aproveitando o casco de um barco pesqueiro abandonado, sem motor, com velas de algodão, sem rádio, sem dinheiro, sem patrocinadores, sem equipamentos sofisticados de navegação.
Slocum passou dois anos a trabalhar incessantemente na reconstrução do “Spray” – nome dado ao veleiro –, começando por utilizá-lo para pescar e para velejar nas águas tranquilas da baía de Buzzard.
Até que, sedento de grandes desafios, Slocum e o “Spray” partiram para dar a Volta do Mundo, a 24 de Abril de 1895.
Já em 1909, depois de completar a Volta ao Mundo, entre outros longos percursos, Slocum, com 65 anos de idade, partiu em direcção ao rio Negro para depois prosseguir pelo Amazonas, alcançando novamente o mar, até que regressasse, como sempre fazia, a Fairhaven.
Tal não sucedeu. Scolum e “Spray” desapareceram para sempre sem deixar rastos.
O aventureiro Joshua Slocum viria a escrever um livro intitulado de “Sozinho ao Redor do Mundo”, onde relata todas as aventuras e façanhas, numa linguagem marinheira, simples, agradável e até algo espirituosa.
Em 1995, 100 anos após o início da circum-navegação de Joshua Slocum, foi lançado nos Estados Unidos um selo alusivo ao centenário da primeira Volta ao Mundo em Solitário, num barco à vela.
Competições e Recordes
Actualmente, são muitas as regatas à Volta do Mundo, quer em solitário – 5 Oceans ou Vendée Globe –, quer com vários tripulantes – Volvo Ocean Race.
E para além de completar os sempre difíceis e tenebrosos percursos, há quem também pense em bater recordes.
O francês Francis Joyon é o recordista da Volta ao Mundo em Solitário sem Escalas, com o tempo de 57 dias, 13 horas, 34 minutos e 6 segundos, superando o anterior recorde (71 dias, 14 horas, 18 minutos e 33 segundos) da autoria da britânica Ellen MacArthur, a primeira mulher a bater o recorde da Volta ao Mundo em Solitário sem Escalas.
Aliás, Joyon (2 vezes) e MacArthur (1 vez) são os únicos a completarem, até hoje, a circum-navegação sem escalas.
Palavras de Solitários
Ellen MacArthur (Primeira Mulher a bater o Recorde da Volta ao Mundo em Solitário sem Escalas)
...”Já não nos restam forças, mas é necessário terminar. Enquanto não acabar, não há qualquer porta de saída. Isso é o mais duro. Se quisermos alcançar algo de mais difícil, é preciso ir mais longe. Claro que existe prazer, mas não é por isso que se torna mais fácil. Quando tudo corre bem é incrível. Estamos no meio de parte alguma. São momentos simplesmente fantásticos. Desistir? Estive perto de dizê-lo, mas longe de fazê-lo”.
Amyr Klink (Primeiro brasileiro a completar a Volta ao Mundo com escala via Cabo Horn)
...”Quando se está numa situação crítica, se perdermos o controlo, entrarmos em histeria e começarmos a gritar, acabou. É uma coisa intuitiva, não sei dizer como faço. É a preparação, acho que é da natureza humana termos uma certa calma. Eu nunca tive essa visão preconceituosa ou errada de navegar sozinho. Acho que os sul-americanos têm uma visão meio paternalista, que diz «ai coitadinho, o cara está sozinho no mar». Mas a navegação em solitário é uma técnica de navegação bastante sofisticada, bastante complexa e pelos relatos dos outros navegadores solitários, fui percebendo que era uma técnica muito interessante e também me interessei por esse tipo de navegação”
Francis Joyon (Actual Recordista da Volta ao Mundo em Solitário sem Escalas)
...”Aqui estamos num meio natural muito particular: não há vestígios de sacos de lixo, de plástico, de garrafas, nada, apenas o Oceano. O mar é absolutamente próprio, quando vemos alguma coisa são algas à superfície e é bom estar em concordância com o lugar onde navegamos”.

