S. Silvestre de Torres Novas

 

DESPIQUE AO RUBRO EM NOITE GÉLIDA

 

Como vem sendo hábito, Torres Novas recebeu a primeira das muitas provas de S. Silvestre que, um pouco por todo o lado, se fazem disputar no final de cada ano. Organizada pela Câmara Municipal de Torres Novas, com o apoio da União Desportiva e Recreativa da Zona Alta, a edição de 2006 concitou a atenção do pelotão da corrida, trazendo à bonita cidade do Almonda quase um milhar de participantes de todos os escalões e ambos os sexos.

 

A temperatura, a rondar os zeros graus, justifica a fraca assistência. Mas os mais “corajosos” puderam assistir a excelentes e bem disputadas corridas, com particular destaque para a prova principal masculina. António Travassos (Sporting CP), Hermano Ferreira e Ricardo Ribas (ambos do Maratona CP) foram os grandes protagonistas duma corrida empolgante, com a vitória a decidir-se ao “sprint”. Hermano Ferreira acabaria por se impor ao sportinguista, terminando ambos creditados com o tempo de 30m03s. Ricardo Ribas ver-se-ía relegado para a 3.ª posição a um escasso segundo dos primeiros.

 

No sector feminino, Mónica Rosa (Maratona CP) teve a vida mais facilitada, impondo-se à concorrência e transpondo a linha de meta em 34m10s. Carla Martinho (ADERCUS- Recer) a 20 segundos e Marina Bastos (SC Braga) a 40 segundos, fecharam o pódio.

 

Globalmente, a S. Silvestre de Torres Novas demonstrou uma vez mais gozar dum prestígio plenamente justificado, sendo merecedora da confiança e do entusiasmo de todos quantos se predispõem a nela participar. Mas esta edição de 2006 acaba por ficar marcada pela negativa face à atitude pouco digna de “muitos e bons” atletas que manifestaram enorme relutância em acatar as recomendações do Director da Prova para se colocarem atrás da linha de partida. O resultado saldou-se por um atraso de largos minutos na saída da prova principal, por entre um coro de protestos, insultos e ameaças. E há ainda um pequeno mas significativo reparo a fazer: A “singela lembrança” dada no final aos participantes da prova principal podia, no mínimo, ter sido entregue dentro dum “saquinho”. Talvez até de permeio com um ou dois panfletos do Gabinete de Turismo, que levassem o participante a “vestir a pele” de visitante e a sentir-se tentado a voltar a Torres Novas. Agora, daquela forma, no meio de enorme confusão, a lançar a suspeição sobre tudo e sobre todos quanto ao número de “t-shirts” que cada um ía “açambarcando”, assim é que não!

 

JOAQUIM MARGARIDO

 

(Foto gentilmente cedida por Marcelino Almeida)