CORRIDA SPORTZONE DIA DO PAI
A sociedade não pode ficar indiferente, só tem, só deve, só pode colaborar e participar nestas, e noutras, iniciativas no âmbito do espírito do altruísmo e solidariedade e no caso em apreço estão de parabéns a RUNPORTO, a SPORTZONE e os 16 658 PARTICIPANTES deste evento desportivo solidário que geraram 16 658 € doados pela Sportzone à Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral.
Ser Pai
Ser Pai é receber a notícia de que aquela a quem amamos está à espera de um
filho nosso.
Ser Pai é acompanhar, durante nove meses, o estado de graça da mulher.
Ser Pai é partilhar as idas ao médico.
Ser Pai é passar noites em branco, ao som do choro do bebé.
Ser Pai é mudar fraldas
Ser Pai é dar banho à criança
Ser Pai é dar a mão aos primeiros passos da vida do bebé
Ser Pai é transmitir confiança e segurança
Ser Pai é saber respeitar para ensinar a ser respeitado
Ser Pai é ter a certeza de que, mesmo não estando presentes, alguém nunca se
esquece de nós.
Ser Pai é uma infinidade de coisas que não cabem em palavras e frases feitas
Ser Pai é ser único, é ser Amor na forma mais pura
É ser completo, simplesmente porque sim!
(in Espigueiro)
Ser pai de alguém com paralisia cerebral é tudo isto vezes dois!
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE PARALISIA CEREBRAL
(Delegação Regional Norte)
Uma associação que tem os seguintes objectivos:
1) Sensibilizar a sociedade e as estruturas estatais para a problemática da paralisia cerebral, sua prevenção, habilitação e inclusão social;
2) Sensibilizar e co-responsabilizar as diversas estruturas políticas e sociais para a competência que lhes cabe na resolução dos problemas da pessoa com paralisa cerebral, situações neurológicas afins e outras, assim como das suas famílias;
3) Defender e promover acções tendentes à inserção social da pessoa com paralisia cerebral;
4) Defender e promover o direito da pessoa com paralisia cerebral situações neurológicas afins e outras à habilitação, à educação, à segurança social, à saúde, à habitação, à formação profissional, ao trabalho e emprego, bem como à sua realização pessoal e participação social;
5) Defender o cumprimento integral por parte dos Órgãos do Poder Central, Regional e Local, dos princípios consignados:
1. Na Constituição da República Portuguesa;
2. Nas Normas da União Europeia;
3. Na declaração Universal dos Direitos do Homem;
4. Na declaração Universal dos Direitos da Criança;
5. Declaração dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
6) Actualmente tem uma população superior a 1700 pessoas com deficiência – crianças, jovens e adultos, a quem presta apoio na área da habilitação / reabilitação, com grande enfoque no suporte familiar e apoio à integração. Possui serviços diversos, tais como: estimulação precoce, integração sensorial, ludoteca, tecnologias de apoio, independência na vida diária, ajudas técnicas, desporto e lazer, piscina, snoezelen e apoio domiciliário.
7) O âmbito geográfico actual inclui os distritos do Porto e Viana do Castelo, o Norte do distrito de Aveiro e dois concelhos do distrito de Viseu. Ao longo do tempo têm sido efectuados alguns protocolos com outras instituições de modo a assegurar quer o apoio à população que vive mais longe, quer a complementaridade do apoio prestado no CRPCP.
8) O atendimento é realizado por equipas técnicas multidisciplinares, constituídas por médico fisiatra, assistente social, psicólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, terapeuta da fala e educadora de infância. A estes soma-se as valências de nutrição, especialidades médicas, professor de educação física, técnico de informática e engenheiro electrotécnico. Os processos de avaliação, reavaliação, intervenção e de articulação com as estruturas de integração têm vindo a ser protocolados, sendo entregues os documentos ao cliente ou sua família, ou às referidas instituições.
9) Também esta unidade atende diariamente em regime de semi-internato um grupo heterogéneo de 30 jovens e adultos.
As duas unidades dispõem de diversas actividades a decorrer semanalmente e de equipas transdisciplinares.
Desta forma procura-se diversificar tanto quanto possível o tipo de iniciativas em que os jovens e adultos com deficiência podem estar envolvidos.
Merece plenamente, (e até mais) aquele mar de gente, aquela avenida laranja, frenética num vai-vem constante, um quadro brilhante e belo de se ver!
Ah! E a vertente desportiva? Pois, pois…, Confesso que não gostei da inversão da ordem da partida – a Mini primeiro – gerou confusão e o consequente atraso de vinte minutos à partida dos participantes dos 10 km. Convenhamos que não é agradável fazer o aquecimento para as 10:30 h e partir vinte minutos depois. Suponho que a distância, face à "caminhada" inicial de 250/300 metros, não tem os previstos 10 000 metros. Mas, o que me deixou (mais uma vez) profundamente triste e até envergonhado, foi o comportamento de alguns (muitos) patrícios que no final da prova pareciam que estavam a fazer o avio mensal, tal era a quantidade de garrafas de bebida energética e de água que levavam no regaço! Sem dúvida que foram actos desnecessários e lamentáveis, todavia, onde é que estava o responsável pelos abastecimentos?
Porém, tendo em consideração tudo aquilo que comecei por enunciar, foi uma excelente jornada, quer desportiva, quer social, quer sobretudo de solidariedade!
Parabéns ATLETAS DE PELOTÃO, RUNPORTO e SPORTZONE.
Um Abraço
ORLANDO DUARTE