Não sei se vão passar imagens na televisão do que hoje se passou no Porto. Seria interessante para mostrar a quem lá não esteve, mas a melhor reportagem que pode haver sobre esta majestosa Corrida do Dia do Pai é a que foi feita na primeira pessoa, por cada um dos 16 mil e tal participantes! Quer fosse para fazer uma corrida breve de 4000m, quer fosse para a caminhada na mesma distância, quer fosse para a prova dos 10 km, toda aquela zona da cidade se vestiu, de forma compacta, de laranja.

Os fins competitivos foram relegados para segundo plano, pois o principal era celebrar o Dia do Pai e contemplar a Associação Portuguesa De Paralisia Cerebral com um cheque – em euros - de valor igual ao número de participantes (entregue por Carlos Lopes, imediatamente após o fina da prova, ao representante da A.P.P.C). Nada sei sobre os prémios em disputa, nem sobre quem os ganhou, nem sobre o destino que lhes foi dado. Mas isso poderá ficar para depois.

O dia, desta vez, ajudou à Festa e, de facto, a organização pelo esforço gigantesco que tinha realizado para pôr de pé este evento, merecia que o tempo permitisse mostrar o fruto desse trabalho. E que espectáculo !

Os da mini partiram algum tempo antes e, como há sempre aqueles que, sem se perceber muito bem porquê, não deixam de dar o máximo mesmo sabendo que a prova não é competitiva, acabaram “a festa” quando ainda os dos 10 Km não a tinham começado.
Depois, foi um “estender de pano” para “alaranjar” o asfalto que proporcionou as belas imagens que ficarão na retina de quem as presenciou. E a retina ainda tem algumas vantagens sobre os sofisticados meios de captação de imagem actualmente existentes : vê tudo todo o tempo. Permite-nos a emoção na hora e faz-nos sentir aquele nó na garganta, durante a contemplação do evento : pais em confraternização com os filhos, ou simplesmente pais que pensam nos filhos ou filhos que pensam nos pais, fazendo desporto e todos a pensarem nos doentes com paralisia cerebral.

A frase não é nova, mas penso poder invocá-la com alguma propriedade, se disser que aqui também “se correu por quem não pode”.

Parabéns à RunPorto por ter proporcionado mais esta excelente jornada e à SportZone por aliar a promoção da sua marca a importantes causas sociais que tanto nos tocam.

 

FERNANDO ANDRADE