![]() VIII Prova de Atletismo de Cesar EL KALAY E FÁTIMA CABRAL IMPARÁVEIS No arranque da 7.ª edição do Circuito de Atletismo do Município de Oliveira de Azeméis, foram muitos os atletas que marcaram presença na bonita e laboriosa Vila de Cesar. O número crescente de participantes ao longo das várias edições da prova atesta bem a confiança e a simpatia que por ela nutrem os amantes da corrida. Os 873 atletas contabilizados no final das várias provas disputadas, mais do que se constituírem em novo “record” de presenças, são um forte motivo de orgulho para um grupo de trabalho – a Associação Villa Cesari – que prima em bem receber todos os participantes e um estímulo para a Organização dum evento que ostenta o título de melhor prova do Concelho de Azeméis e segunda melhor da área de jurisdição da Associação de Atletismo de Aveiro. Timidamente, o sol foi vencendo a neblina e transformando aos poucos a manhã fria e húmida de domingo. A VIII Prova de Atletismo de Cesar estava na estrada e a animação e colorido habituais ganhavam outra dimensão, outra cor, mais vida. Presença notada e muito aplaudida, Susana Feitor foi a convidada de honra da Organização. Verdadeiro símbolo da Marcha Atlética no nosso País, a atleta de Rio Maior integrou-se perfeitamente no espírito de festa e a todos distribuiu atenções e simpatia. Youssef El Kalay (SL Benfica), no sector masculino, e Fátima Cabral em femininos, alcançaram vitórias concludentes, terminando com vantagens confortáveis sobre os mais directos adversários. Hélder Santos (ACR Vale de Cambra) e Leonel Fernandes (Cyclones Sanitop) secundaram o atleta marroquino enquanto na prova principal feminina Carla Martinho (ADERCUS – Recer) e Lucinda Moreiras (NCL Sport Club) foram, respectivamente, segunda e terceira classificadas. JOAQUIM MARGARIDO |
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“NÃO FUI A CESAR DEBALDE!” A Prova de Atletismo de Cesar tem ingredientes que fazem dela uma verdadeira festa e a tornam apetecível a um largo número de adeptos da modalidade. E uma das chaves do sucesso pode ser, nada mais nada menos que… um brinde! Um tapete, um jogo de cruzetas, uns panos de cozinha, uns pacotes de sopa instantânea… A chamada dos primeiros classificados ao pódio constitui uma oportunidade não apenas para vitoriar os melhores mas para assistir a uma situação curiosa: a escolha dos prémios. Dispostos no chão, há um número determinado de brindes à espera do correspondente número de premiados. Pela ordem classificativa, o atleta só tem o trabalho de escolher, apoderando-se daquele que mais lhe interessa. Para quem assiste, é quase uma sessão ao vivo dum qualquer concurso televisivo, onde se atiram palpites e se tecem comentários do género: “Eu queria lá saber da carpete. Levava era a panela de pressão!” Mas a história dos brindes e dos prémios não termina aqui. É que a Organização sorteia, entre todos os atletas chegados, uma enorme quantidade de brindes utilitários que, só por si, quase valem a deslocação. A mim calhou-me um balde de plástico cor-de-laranja com pega azul. Um belo balde, diga-se! Para alguns, terá constituído uma visão original a de um indivíduo, equipado a rigor, passeando as ruas da Vila de balde. Para mim, foi uma bela experiência. E ao regressar a casa, ante o espanto geral, mostrei orgulhosamente o meu prémio e pude exclamar com propriedade: “Não fui a Cesar debalde!” Perante isto, as pequenas falhas – que as houve! – passam quase despercebidas. O congestionamento na chegada da prova de Juniores, Seniores e Veteranos Femininos e Veteranos Masculinos terá sido a mais evidente e está directamente relacionada com o elevado número de participantes e a consequente desadequação do “funil” de chegada. A situação merece ser repensada em próximas edições e a solução poderá passar pelo desdobramento do “funil”, resolvendo-se o problema de forma fácil e eficaz. No mais, a animação em torno da prova, a recolha e tratamento de dados, a divulgação atempada dos resultados e o apoio prestado aos (muitos) órgãos de comunicação social presentes são aspectos a merecer nota máxima. JOAQUIM MARGARIDO |