Em 2007, pela primeira vez, falhei a Meia dos Palácios. Este ano, apesar da má (ou, vá lá, medíocre) condição física não quis que acontecesse o mesmo.

 

Gosto desta Prova e, de facto, parece-me que o sentido Sintra-Queluz é mais favorável que o inverso, se bem que continue a apresentar umas subidinhas jeitosas.

 

O tempo, contrariamente ao que as previsões apontavam, não deu chuva e até se apresentou com “boa cara”, o que foi óptimo para quem foi pôr o carro a Queluz e veio para Sintra, de comboio, já equipadinho, sem precisar de agasalho.

 

Junto ao Palácio da Vila, lá estava o pessoal e aproveita-se sempre os minutinhos que antecedem a partida, para um bocadinho de convívio, como, aliás, acontece também em muitas outras provas. Havia quem aquecesse mas eu...tinha tempo de aquecer depois de soar o tiro da partida.

 

De trás do pórtico amarelo da Câmara Municipal de Sintra e emoldurado por ele, podia ver-se lá em cima o Castelo dos Mouros apoiado naquele enorme monte verde. Dava uma boa foto, pensei.

 

Ouvi um tiro! Percebi que era o sinal para nos pormos a correr até Queluz. Todos os outros perceberam a mesma coisa e ninguém se enganou!

 

Passei por muito poucos, mas muitos passaram por mim. Aos 6,5Km passa o Zé Duarte, cuja corrida fui espionando até ao final: ele ora andava, ora corria e, quando finalmente o consegui apanhar a 1km do final, ele escapou-se-me de vez (tás pá próxima, Zé!) e junto ao Palácio de Queluz lá estava a meta que cortei 1h46m depois.

 

Os abastecimentos estiveram bem, os quilómetros estavam marcadinhos, o trânsito estava perfeitamente controlado e a chegada apresentou-se com dignidade pelo que a Organização, em todos os pontos que observei, está de Parabéns.

 

Mas, agora, digam-me uma coisa :

-Se não sei quantos atletas eram;

-Se não sei quem ganhou (nem em homens nem em mulheres);

-Se nem sei que lugar fiz;

 

faz sentido pedirem-me para escrever sobre a Prova ? Oh Senhor Director (!) claro que tinha que sair parvoice, “valha-me Deus.”

 

 Fernando Andrade