Na verdade, não entendo mesmo nada de música. Só sei se me agrada ou não me agrada ao ouvido. Mas ainda bem que me atrasei neste meu apontamento pois, ao ler o do Joaquim Margarido – que sabe o que diz e conhecia o nome da música e tudo - corrigi a tempo. Se não, era asneira certa.
Digo isto porque pensava que era o Andrea Bucelli que, com a sua voz, enchia o peito de toda aquela gente que partia para a 19ª Meia Maratona de Ovar e respectiva Caminhada. Afinal não era. Era o Plácido Domingo que nos incentivava a “não adormecer”. Mas fosse quem fosse que cantasse, aquela música era uma bênção para aquela multidão em movimento. Mas havia quem não entendesse assim e indignei-me com o que ouvi um pouco atrás de mim: - “que raio de música é esta? Querem-nos já estragar a corrida, ou quê!?”. De facto, há gente para tudo.
Partimos atrás, na linha que dividia os atletas (ou espécie) dos caminheiros. Já todos os confetis estavam no chão e (eram tantos…), quando passámos pelo traço da meta.
Também havia uma banda animada. Esqueceram-se foi das fardas, mas tocavam música alegre que transmitia boa disposição.
Calmamente, com um objectivo modesto: desfrutar de uma corrida calma, a rondar as duas horas, apreciando a paisagem do percurso com mais à vontade, sem sentir a pressão que o relógio nos costuma impor, lá fomos enfrentando a distância. E desde que se vá acompanhado de alguém que envergue a camisola dos AFIS, independentemente do lugar que se ocupa na grande fileira, sente-se muito mais a vibração do público e a sua empatia com o Clube Organizador. Ainda bem que assim é.
O dia estava mesmo a jeito: sol encoberto, sem calor, sem vento e o percurso, como já tem sido dito, é muito agradável: plano, com floresta, com praia, com ria, enfim, Ovar no seu esplendor, numa visita simultânea de cinco mil pessoas.
À chegada, com o funil bastante desimpedido, um grupo de amigos aguardava-nos. E como isso sabe bem !?
Tempo ainda para ouvir uma entrevista do repórter a um atleta do pelotão, que fazia lembrar o anúncio do Queijo Limiano em que a resposta dada não tinha nada a ver com a pergunta feita. Mas, para o caso, serviu perfeitamente.
O que não deixa qualquer dúvida é que Ovar “enche as medidas” de quem gosta da corrida ou simplesmente caminhada, pois nota-se uma grande envolvência de toda a cidade neste grande evento e que todos os visitantes se sentem acarinhados pela gente vareira, que os sabe receber de forma calorosa e fraterna.
Acho que só quem não conhece a Meia Maratona de Ovar, se poderá atrever a faltar à sua 20ª Edição! Pela minha parte, recomendá-la-ei vivamente, na certeza de que estarei a promover um “produto de grande qualidade”.
Fernando Andrade