Por razões alheias à minha própria vontade, apenas na semana que antecedia a prova e já após a data limite para as inscrições, me decidi a participar na 2ª edição deste Grande Prémio, por várias razões sendo a principal o percurso que já conhecia do ano passado: sair de Setúbal, subir ao Castelo de Palmela e voltar. Absolutamente magnífico. Só razões bastantes fortes me tornariam ausente.
Um telefonema para a organização: Lebres do Sado. A boa vontade de aceitar ainda a inscrição, e envelope enviado a correr, em correio azul com os dados e o valor da inscrição, que por sinal ia todo em moedas, daí que passados exactamente 2 dias, recebo a carta devolvida por franquia insuficiente 8faltava 20 cêntimos!) para o peso da mesma! 6ª feira! Como quando acredito que vale a pena, não sou dada a desistir facilmente, faço novo telefonema para a Organização, na pessoa do Sr. Mota, que com redobrada boa vontade e uma grande dose de paciência também, me aceitou a inscrição por telefone e o pagamento far-se-ia no acto de levantamento dos dorsais. O que veio a acontecer com a maior das eficiências (levantamento de dorsais).
Os meus maiores agradecimentos à Organização e para o ano prometo não só ir, como me inscrever a tempo e horas.
Agora a prova:
Chego cedo para regularizar a minha inscrição e sempre acompanhada do meu pai sobra-me tempo mais que suficiente para o café e rever amigos. A par da corrida existia também uma caminhada, pois parece-me que já não se fazem aquelas sem estas, o que é de louvar e incentivar sem dúvida alguma.
Há um ambiente festivo e música no ar, com pessoal a promover o aquecimento e os alongamentos, a partir de um palco e incentivando de forma contagiante a repetição dos movimentos sempre ao som da música.
Cerca de 3 centenas de atletas estão à partida. Primam as Lebres do Sado por fazer correr o pelotão em massa nos primeiros 3 km da prova, ritmo lento (?) imposto pelas Lebres que atletas como eu não sentem.
Basicamente a prova divide-se em subir – a inesquecível Subida da Cobra – até ao Castelo de Palmela, e regresso, numa assustadora descida – Descida da Lagartixa. O percurso faz-se em perfeita segurança, muito bem sinalizado, num misto de alcatrão e terra batida com 2 abastecimentos durante a prova, e de forma original quase nos fazem parar 2 indivíduos de camisa branca e laço preto, tentando nos servir um Moscatel, de Setúbal certamente. Engraçado, apesar de pessoalmente dispensar a experiência. Ainda assim, sem dúvida alguma aquela passagem faz parte da animação da prova. Gostei!
A chegada ao ponto de partida – Jardim de Vanicelos, faz-se precisamente atravessando uma boa parte do jardim, sinalizado por fitas e onde somos levados a correr na relva macia.
Para não destoar de tudo o que foi a prova, somos muito bem recebidos à chegada e um saco de prémios é-nos oferecido, dos quais destaco a t-shirt, a garrafa de Moscatel com o logótipo da prova e um boné.
A equipa organizativa esteve muito bem, desde o início ao fim. Vontade de voltar para o ano? Sem dúvida que sim! Por tudo o que disse, e por muito mais que nem sempre se consegue dizer mas que se sente! E eu senti!
Nas fotos com os atletas António Pinho e João Hébil
Ana Pereira
18 de Novembro de 2007