Também estive na 28ª Edição da Corrida das
Fogueiras, uma das clássicas em que me habituei a estar presente.
Não irei alongar-me porque já se sabe tudo sobre esta bela prova: que é
nocturna; que começa e acaba no Porto de Peniche passando pelo Baleal e
contornando o Cabo Carvoeiro; que tem 15 km; que tem muito público
entusiasta; que é seguida de uma sardinhada de convívio; que é bem
organizada !
Ficou-me, no entanto, a matutar, um aspecto a que assisti, na entrega dos
dorsais e que me pareceu estranho. É que primeiro entregavam os dorsais e os
respectivos chips, indicando de seguida, a mesa onde se deveria pagar a taxa
de inscrição (para os casos que se inscreveram por fax). Julgo que a maioria
dos atletas cumpriram com o que deviam, mas ficou o caminho aberto para os
menos desonestos poderem participar “de borla”.
Outro aspecto que chamou a atenção, foi o apelo tardio feito aos atletas das
“Fogueirinhas” para se dirigiram para trás do pórtico amarelo. Também aqui
funcionou o bom senso dos atletas, que não tinham ninguém a controlar as
entradas para uma e para outra das corridas. É que, mesmo sem intenção, mas
por pouca experiência, poderiam atletas da mini entrar no corredor destinado
à Prova principal e depois, para sair dali era um bocadinho coomplicado. E
quando ouvi os apelos da Organização quando faltavam 5 minutos para a
partida, pensei que “o caldo estava entornado”. Felizmente que não. Pelo
menos pareceu-me que a divisão tinha ficado bem feita, não havendo
“Fogueirinhas” no meio das “Fogueiras”.
No entanto, como os primeiros quilómetros se desenrolam num corredor
relativamente estreito, torna-se “obrigatório” partir na frente para todos
aqueles que pretendam correr “contra o cronómetro”. É que ainda há muita
gente que, sem se perceber porquê, vai ocupar a linha da frente só para ter
o “prazer” de ser ultrapassada nos primeiros metros da corrida,
esquecendo-se que está a fazer o papel de “empecilho” aos que querem correr.
Daí, a importância de se estabelecerem zonas de tempos que, para uma
Organização com a experiência que Peniche já tem, não seria nada difícil.
Não gostaria de ser interpretado como quem goste de "dar palpites"! Nada
disso, pois dou nota máxima à Orgbanização. Se cito estas observações (e
posso tê-las feito erradamente), é no sentido de chamar a atenção da
Organização para pormenores que, no meu entendimento, poderiam ser
benéficos.
Gostei do slogan :” Peniche – com o Desporto, com o Mar”. Fica bem nesta
“Capital das Ondas”.
Não alinhei na sardinhada, mas deliciei-me com 15 km de corrida agradável e
descontraída, que me deixa sempre com vontade de voltar.
FERNANDO ANDRADE