Esta corrida (17km) só é introduzida na Festa, já em finais dos anos 80 (1988), então na Quinta do Infantado em Loures. Foi bem acolhida pela família das corridas, com participações sempre acima dos mil atletas.
É uma corrida que normalmente faz parte do meu calendário; início de época, a oportunidade de rever os amigos, e há, ainda assim, um espírito de festa que nos atrai, ainda mais, a participar nestes eventos desportivos.

Prova com modestos prémios, mas que pautou sempre pelo carinho e respeito por todos atletas. Com boa organização, quer antes, durante e após a corrida, até que, há meia dúzia de anos, e coincidindo com a mudança da chegada para a zona do lago da festa, começou haver problemas de vária ordem, com o seu ponto alto na edição passada:

Não houve controlo no retorno; o funil de chegada funcionou muito mal, provocando uma extensa fila antes da meta; entrada e saída de atletas pelo mesmo portão, gerando uma grande confusão, com nítido prejuízo para os atletas que estavam a chegar; falta dum caminho delimitado para o regresso dos atletas às suas viaturas ou transporte, resultando daqui o insólito dos últimos atletas terem que fazer gincana e a muito custo atingirem a meta; falta de placas quilométricas; abastecimento mal posicionado com as garrafas ao sol, havendo sombra a 300 metros; e finalmente, a extensão do percurso não ter uma medida exacta (10km).

Este ano houve melhorias:

O funil funcionou impecavelmente, nunca houve fila antes da meta; os atletas chegados tiveram direito à parte final do percurso livre e delimitado podendo terminar nas melhores condições (os vinte últimos não tiveram esse privilégio. Os voluntários que lá estavam, ao fim duma hora decidiram ir para a festa); abastecimento bem posicionado com as garrafas à sombra. Porém, ainda há algo que continua mal: persiste a ausência de controlo no retorno (infelizmente é necessário); a saída dos atletas pelo mesmo portão da entrada; e, na minha modesta opinião, não havia necessidade de alterar a extensão do percurso de 9 750 metros para 10 500 metros, digamos que foi pior a emenda que o soneto. É que assim, a prova passou a ser ilegal, para não lhe chamar pirata, designação que, nos anos setenta e oitenta, a federação apelidava as provas populares de estrada. Segundo o regulamento federativo, é vedada a participação aos jovens com idade inferior a vinte anos em provas com mais de 10 km de extensão. Assim, houve 32 atletas juniores (10 femininos e 22 masculinos) que não deviam, nem podiam ter participado!


Classificações

http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=30357&Itemid=461

Um Abraço e até à próxima!

Orlando Duarte