33ª Meia Maratona da Nazaré
A Nazaré estava bonita, como já me habituou desde há três anos para cá, altura em que a conheci e não mais deixei de visitar para nela correr e me procurar e encontrar.
Desde o temporal com o mar a parir dores na areia da praia e do vento que nos varreu, do ano passado, ao sol bonito e mar sereno desta manhã, a Nazaré encanta. O peixe a secar na praia e as mulheres de sete saias e chinelo no pé, de bocas desdentadas a sorrir-nos ao passarmos. Mulheres bonitas também, com o sol e o mar sempre no olhar. As lágrimas não têm hoje lugar. E as ruas sorriem à nossa passagem. E sorrimos nós também.
Recebeu-me bem a Nazaré. A Meia Maratona mais antiga de Portugal. A Mãe, como muitos lhes chamam, encontra-se bem, de boa saúde e recomenda-se. Acolhe bem os filhos que a procuram. Uns com carinho nascido há muitos anos atrás, outros que só tarde a descobrem, com pena. Muito dela se tem escrito, e eu sem tempo nem paleio para colocar mais flores.
Tratou-me bem a Nazaré, como bem tratou os caminheiros, estes a troco de demasiado dinheiro, apesar de ser na mesma maquia dos Meios Maratonistas.
Estes últimos sim, nem disso nem de outros males se poderão queixar, a não ser dos seus próprios, como é o meu caso, mas que não vem agora para o caso.
A Meia Maratona da Nazaré é uma prova encantadora e muito bem cuidada que se recomenda. Quem a trata gosta dela e quer mantê-la e quem lá vai correr fica com vontade de voltar. Só isto. E só isto não sendo tudo, é quase.
Ana Pereira
11.11.2007