Se há provas que merecem sempre uma “palavrinha”, Nazaré está no topo dessa lista.

 

Mas, que dizer da  Meia Maratona Internacional da Nazaré que, neste ano de 2007 realizou a sua 33ª edição?  Que continua grande, que continua bem organizada, que continua a merecer o respeito daqueles que lhe conhecem a história.

 

“Repetitiva “? E então ?  não será prestigiante conseguir repetir um grande evento desportivo anual 33 vezes ?

 

O dia estava excelente: céu encoberto, sem vento, temperatura agradável (talvez a puxar p’ro quentinho). O mar estava calmíssimo, convidando, até, a uma banhoca.

 

Aquela grande avenida marginal, logo cedo ia sendo preenchida com os atletas que iam ou que vinham do levantamento dos respectivos dorsais. E nada como ir com tempo, pois encontra-se sempre gente amiga  com quem gostamos de estar nem que seja por um ou dois minutinhos. E nisto, rapidamente chegaram as 11 horas, a hora prevista para a partida que foi dada pela campeoníssima Rosa Mota, até ao momento detentora da melhor marca feminina do percurso.

 

Depois,  foi a volta à Nazaré e ir a Famalicão e voltar.

 

Mas “isto” não anda nada bom! Pensava eu que não ia a forçar o andamento mas, a partir dos 15 km, comecei a ficar “com os bofes de fora” para acabar a prova em 1,43, afinal, o tempo com que passei à meia na Maratona do Porto.

 

A verdade é que há provas a que não se pode dizer que não. Pelo menos enquanto este estado de “alienação” considerar preferível dizer “presente” a ficar com “falta” nas corridas da nossa vida. Quando já não puder mesmo, então, olha...

 

Ganhou a Flora Kandy , a “Papa-Antiguidades”. Já tinha ganho a 31ª Meia de S. João das Lampas em Setembro e veio agora fazer o mesmo à 33ª da Nazaré.

 

Palmas para ela, que não me conhece de lado nenhum.

 

 

Fernando Andrade