No culminar desta semana repleta de provas, veio a bonita corrida do 1º de Maio que, tal como a Corrida da Liberdade, raramente participo com espírito competitivo. Então quando calha a meio da semana faço sempre um treino mais rápido, e nesta minha 15ª participação não fugi à regra e participei pelo belo prazer de correr em liberdade.
O percurso desta prova é muito bonito; Campo Grande, Saldanha, Marquês de Pombal, Av. da Liberdade, Restauradores, Rossio, Praça do Comércio etc. . O perfil é um pouco em carrossel. Percurso plano da partida até ao Saldanha (+/- 5km), que é o ponto mais alto do percurso com 96 metros acima do nível do mar, desce durante +/- 3.5 km até à Praça do Comércio, que é o ponto mais baixo do percurso que está ao nível do mar, sobe ligeiramente até ao Martim Moniz e depois a famosa subida da Av. Almirante Reis até ao Areeiro, que tem mais ou menos o mesmo nível do Saldanha, sendo novamente plano até à meta. Ou seja, há quem se entusiasme e depois chegam com língua de palmo ao Areeiro.
Tal como na Corrida dos Sinos e Vendas Novas, a chegada é na pista de Tartan o que é agradável e de enaltecer.
O que não é de enaltecer é a postura dos portugueses em geral e dos lisboetas em particular, mesmo com frio não são capazes de bater palmas ou dar uma palavra de ânimo. O que valeu foi os turistas que não regateiam palmas e um "Allê" "Allê" que eu muito aprecio e retribuo com palmas para eles.
O que não é de enaltecer é o comportamento dos automobilistas que nos cruzamentos protestam buzinando e proferem palavras menos simpáticas para com os atletas.
O que não é de enaltecer é a falta de água para os últimos no primeiro abastecimento.
O que não é de enaltecer é as placas quilométricas mal colocadas chegando a estar desfasadas 200 metros e o último km que tinha à volta de 1400 metros.
Relativamente à minha corrida pouco há a dizer; fiz mais 15 minutos que o habitual e corri junto à cauda do pelotão, e aí, a perspectiva da corrida é muito diferente. Apesar de haver em todo o pelotão segmentos de competição, ali, ainda assim, há mais atletas a participar ludicamente e por conseguinte há mais alegria, dá para apreciar mais e melhor os monumentos, as paisagens e os pormenores duma cidade. É isso, experimentem e vão ver que não se arrependem.
VIVA O 1º DE MAIO
ORLANDO DUARTE
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