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Qigong De uma forma simples, o Qi Gong pode ser definido como “o estudo da energia natural”, sendo o Qi entendido por “energia do universo” e Gong por “estudo”. Contudo, esta definição é bastante complexa, tornando-se fulcral compreender o seu contexto através de alguns conceitos, como por exemplo o Taiji. Esta expressão foi pela primeira vez utilizada no “Clássico das Mutações” escrito na dinastia Zhou (1112-255 a.C.), significando a força que é capaz de gerar a partir do vazio, a polaridade do Ying e Yang, que se apoiam mutuamente, divergem, contraem-se ou expandem-se. A manifestação da força Taiji é uma espiral, e é reclamada pelos eruditos chineses como omnipresente. A título de exemplo, podemos apontar desde a criação das galáxias até à sua destruição pelos buracos negros. É então esta força, Taiji, que move a energia natural (Qi), e que existe em vários sistemas interdependentes que lutam entre si para se manterem em equilíbrio constante, são eles: Qi do Céu (energia dos corpos celestes), Qi da Terra (campos electromagnéticos da terra e a radicação do seu núcleo) e o Qi do Homem (energia dos seres vivos). Todas estas três energias têm uma relação de dependência entre si, ou seja, por um lado, quando em desequilíbrio observam-se catástrofes, por outro, quando em harmonia, a vida prospera, desenvolvendo-se no seu ciclo natural. Num sentido mais restrito, o Qi e o Qigong podem ser entendidos como “a energia que circula no corpo humano” e “o estudo da energia que circula no corpo humano”, respectivamente. Isto veio a permitir a elaboração de um estudo, com especial destaque para a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), que assenta na existência de 12 canais principais e 8 vasos no corpo humano, através dos quais circula o Qi. Os primeiros funcionam como rios que distribuem o Qi através do corpo e fazem a ligação entre as extremidades (dedos das mãos e pés) e os órgãos internos. Os 8 vasos (ou vasos extraordinários), por sua vez, para além de se apresentarem como reservatórios, regulam a distribuição e a circulação do Qi no corpo. Por exemplo, quando os 8 reservatórios estão repletos de Qi, a circulação nos rios será forte e irá ser regulada eficientemente. Caso contrário, quando há uma estagnação em qualquer dos doze canais ou rios, o Qi que flúi para as extremidades do corpo e para os órgãos internos, será anormal e uma doença poderá vir a ser desenvolvida. No entanto, os fluxos de Qi dependem de vários factores, variando de pessoa para pessoa, e consoante o estado da mente, do tempo, da hora do dia, da comida, do humor, entre outros. Assim, quando se fala em Qigong no nosso quotidiano, estamos muitas das vezes a referirmo-nos a exercícios físicos e mentais que trabalham o Qi. Mas poderá dizer-se que qualquer forma de exercício é uma forma de Qigong? Na verdade a origem do Qigong está relacionada com a dança, através da qual a mente era regulada até um estado harmonioso ou de excitação. Deste modo, proporcionava condições para o estado de espírito das guerras tribais ou do xamanismo. Para uma melhor compreensão, observemos a figura
A linha vertical esquerda representa a
intervenção física no treino (Yang) e a linha vertical direita o uso da
mente (Yin). Podemos então ver que, quanto mais para a esquerda estiver
situado o treino, maior o esforço físico e menor intervenção da mente
será necessária (Qigong leigo). |
"O Grande Urso Suaviza a Cintura" Uma das posturas do Qigong das Quatro Estações
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![]() "Imortal Empurra a Lage de Pedra" Uma das posturas do Taijiqigong |
![]() "Posição a Cavalo" Uma das posturas do Shaolin Qigong
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