Quando
esta manhã saí de casa para participar, pela primeira vez, na corrida da sopa do
Núcleo de Atletismo de Oeiras, nunca me ocorreu que iria participar numa prova
com tantos participantes e de tão boa qualidade.
O local foi uma agradável surpresa. Não conhecia aquela zona do Jamor. Circuito com cerca de 3 000 metros de extensão, algo encaracolado, com algum sobe e desce, algumas zonas de empedrado e, praticamente, todo ladeado por arvoredo havendo assim muita sombra tornando-o muito aprazível.
A prova teve o apoio da Câmara Municipal de Oeiras que, mais uma vez, demonstrou que as autarquias podem e devem apoiar, e porque não desenvolver, projectos que visem a captação e criar o hábito salutar das actividades físicas junto da população nos seus variados escalões etários e estratos sociais.
Nunca é demais referir isto: mais uma vez se viu que é possível organizar corridas com inscrições gratuitas, com qualidade e bons prémios como foi patente nesta prova. Não sendo esta prova caso disso, o que torna impossível estas organizações é a falta de civismo, de respeito e consideração de alguns energúmenos que teimam em nos fazer companhia (não estive lá, não vi, mas acredito nos relatos da Ota e noutros casos em que fui vítima como organizador).
Resumindo e concluindo: se nas corridas com inscrições gratuitas, 95 % dos 500 inscritos comparecessem e participassem, a organização já sabia que, pelo menos, teria que ter por exemplo: 475 sopas, 475 camisolas 475 águas etc. etc. mas, a realidade é outra, e, cabe aqui referir que a Câmara M. de Oeiras foi muito castigada nas Corridas do Tejo até 2005 (há dois anos para cá é pago como sabem), em que havia 3 500 inscritos para 2 200 atletas chegados!
Elucidativo, não acham?
Fiquei satisfeito e para o ano, se puder, lá estarei!
Bem-haja ao Núcleo de Atletismo de Oeiras e à Câmara Municipal de Oeiras.
ORLANDO DUARTE