Importância da Comunicação Social no Desporto:
Não sendo eu jornalista, nem alguém perfeitamente credenciado para desempenhar
tal tarefa tenho vindo nos últimos tempos a perceber um pouco melhor a
importância da Comunicação Social no Desporto.
Enquanto antes achava que a Comunicação Social se resumia a jornalistas que
apenas se deslocavam aos locais com as competições mais importantes, agora tenho
uma visão algo diferente e que de certo modo reconhece maior importância. Não
que os grandes jornais desportivos deste país liguem propriamente ao Desporto na
sua generalidade, não que a Televisão tenha passado a dar mais importância ao
Desporto na sua generalidade, nem sequer pelos programas radiológicos passarem a
ir ao encontro das modalidades. Simplesmente porque me apercebi de alguns
detalhes importantes e porque mantive conversas com agentes desta área ao longo
dos poucos anos que cá ando.
O exemplo desta revista é um acto de simpatia e solidariedade para muitas
competições e modalidades esquecidas no nosso país. Mas é dos poucos casos em
que tal se verifica numa parceria revista / leitor, sem exemplo. Se mudarmos a
agulha para as publicações nacionais percebemos que as mesmas só buscam os
eventos de índole nacional, do mesmo modo que se tomarmos a agulha das
publicações regionais percebemos que estas focam à sua maneira a sua região.
A minha experiência é efectivamente outra. Enquanto colaborador activo do
projecto Atleta-Digital.com tenho recebido algumas notas de imprensa de clubes,
associações, organizadores de provas, etc. Aqueles que ocupam a sua lista de
contactos com o meu mail fazem-no sabendo que o portal AD.com tem a tal simpatia
e solidariedade que esta revista igualmente tem. Mas concerteza também o fazem
com outras publicações e portais de Internet na esperança de verem a sua notícia
on-line, escrita ou falada.
Mas efectivamente a mais recente aquisição, e que é interessante na minha
perspectiva, da Federação Portuguesa de Atletismo é espelho desta tal
importância. Esta Federação ao contratar um profissional na área da Comunicação
Social conseguiu ver muitas mais notícias saídas cá para fora, reuniu
importantes contactos para divulgar a sua actividade e o resultado foi posto à
vista de todos. Quem acompanhou, mesmo que por alto, a situação verificou que no
tempo em que o responsável era Paulo Costa a FPA tinha muitas notícias cá fora,
responsável que entretanto desapareceu da FPA. Depois deu-se um fosso em que
poucas notícias da FPA eram veiculadas cá para fora e com o regresso de um
responsável por esta área, agora Ricardo Pereira, deu-se novamente um boom na
divulgação das actividades da FPA. Com a entrada do novo Director Técnico
Nacional, agora é o Prof. José Barros, também se verificou um cenário
interessante. Como o Prof. José Barros é DTN e Técnico Nacional de Saltos ao
mesmo tempo verifiquei que maioritariamente as notícias veiculadas ou tinham a
ver com a actividade do DTN ou com o Sector de Saltos, pelo que facilmente
conclui que nem todos os Técnicos Nacionais estavam a aproveitar do melhor modo
este novo meio da FPA. Quando em conversa com o Prof. José Barros abordei essa
questão, percebi que efectivamente eles não estavam a aproveitar os meios. Penso
que o Prof. José Barros não levará a mal se abordar à minha maneira um pequeno
exemplo que o mesmo me deu.
O exemplo é figurado, e é o seguinte. Imaginem desde já que eu sou treinador de
um grande atleta, responsável por uma estrutura associativa, organizativa ou
federativa. Eu como responsável dessa mesma estrutura, acho que estou a produzir
muito, a trabalhar bastante e a organizar muito bem. Aqueles que estão dentro
dessa mesma estrutura acham o mesmo porque convivem comigo, e estão nas
iniciativas comigo. Os meus amigos acham-me uma pessoa com capacidade de liderar
uma equipa e acham igualmente que estou a produzir muito, a trabalhar bastante e
a organizar muito bem. Aqueles que usufruem das minhas produções, trabalhos e
organizações conhecem aquilo que eu faço, e uns discordam da minha operância e
outros acham-me inoperante. Aqueles que não contactam a iniciativa, que não me
vêm a produzir, nem a trabalhar, nem a organizar desconhecem o que a minha
estrutura executa. E porquê ?! Porque eventualmente não publicito, não tenho
mailinglist, não tenho um profissional na área da Comunicação Social a trabalhar
para mim, e pior, não tendo esse profissional não tenho iniciativa de ir ao
encontro da Comunicação Social. Logo, e repetindo a ideia, aquele que até gosta
de ler notícias da área para a qual eu produzo, trabalho e organizo. Aquele que
não me conhece, não está imbuído nas minhas actividades nem me contacta. Esse
não tem hipótese de ser “ contactado “ através da informação daquilo que a suor
e lágrimas eu produzi, onde trabalhei e organizei. Chega a ver casos em que uma
devida operância nesta área da minha estrutura pode incomodar alguns, mas isso
só significa que a minha estrutura está de pé e tem o prazer de informar.
Este exemplo acho que mostra exactamente a importância da Comunicação Social em
qualquer Desporto que seja. Por isso a tendência tem de ser o caminho da
divulgação, da inovação e da notícia. Qualquer organizador ou líder de uma mini,
média ou super-estrutura deve ter isto em mente.
Neste momento o portal www.atleta-digital.com e a Revista Atletismo Magazine
Modalidades Amadoras têm uma importante parceria ao nível das notícias.
Aproveito ainda para dizer que teremos o Prof. José Barros e Carlos Viana
Rodrigues ( Director da AMMA ) na I Jornada Atleta-Digital.com que se vai
realizar na tarde de 17 de Março em Cesar ( Oliveira de Azeméis ), onde vão ser
debatidos este e outros assuntos. Poderão ver mais informações e verem quais os
restantes prelectores em
www.jad.atleta-digital.com .
EDGAR BARREIRA
Edgar.Barreira@gmail.com