Nota Prévia

 

Neste espaço pode encontrar informação referente a voo livre e aeronáutica.

 

No que concerne a aeronáutica, esta  divide-se em várias classes autónomas (Voo com Motor, Ultra Leves, Voo à Vela, Voo Acrobático, Paramotor e Balonismo)

 

Não estando ainda disponível toda a informação referente a todas as classes, esta será oportunamente actualizada

 

 

O QUE É O VOO LIVRE?

O voo livre agrupa um conjunto de disciplinas cujo objectivo comum é voar utilizando as forças da natureza e recorrendo à força do próprio piloto para descolar e aterrar. Estas disciplinas são a Asa Delta e o Parapente.

As primeiras tentativas do homem voar com asa de estrutura rígida e movidas pelo impulso de um homem, ocorreu no fim do séc. XIX pelo engenheiro alemão Otto Lilienthal.

A Asa Delta com desenho próximo ao actual foi inventada e testada em 1963 pelo Australiano John Dickenson baseado na asa Rogallo. Os Parapentes foram desenvolvidos a partir da decada de 60, mas só chegaram à Europa em 1978, altura em que se começou a praticar o voo livre em zonas montanhosas

 

Os longos anos de evolução por que passaram estas disciplinas, o crescente aumento do conhecimento científico neste domínio e o surgimento de novos materiais de alta tecnologia têm consolidado estas disciplinas como as mais divulgadas da aviação.

Os riscos inerentes a toda a actividade aérea existem também no voo livre. No entanto, a experiência adquirida ao longo dos anos, a qualidade de ajuste e o rigor dos procedimentos de certificação das aeronaves e o conhecimento adquirido em termos do ensino contribuíram grandemente para o aumento de segurança destas modalidades desportivas e de lazer.

O voo livre é um desporto sem paralelo, já que voar era o sonho mais antigo do Homem, agora é uma paixão.

 

TIPOS DE AERONAVES

 

Existem dois tipos de aeronaves para praticar voo livre: Asas Delta e Parapente. Ambos se baseiam nos mesmos princípios aerodinâmicos, mas são contudo diferentes:

     • A asa delta é uma aeronave fabricada com alumínio, fibra de carbono e tecido. O piloto voa deitado suspenso sob a aeronave que é dirigida pela deslocação do seu corpo no interior do trapézio. A velocidade de voo varia entre 26 e 130km/h.

     • O parapente é um derivado longínquo do pára-quedas. Ele transporta-se às costas dentro de um saco que contém todo o material necessário. Esta modalidade tem tido um progresso extraordinário tanto em termos de segurança, como de performance. Os parapentes tem velocidades entre 25 e 60km/h.

     • As asas rígidas são engenhos semelhantes a asas delta que descolam pelo pé do piloto mas com uma estrutura rígida e tem uma performance mais elevada porém com um custo também mais elevado. O seu controlo não é feito com a deslocação do peso mas por movimentação de superfícies aerodinâmicas à semelhança do que ocorre com os planadores.

O parapente tem a vantagem de ser mais leve e de fácil arrumação, a sua aprendizagem é mais rápida, descola e aterra mais lentamente e em locais mais pequenos. O parapente por vezes pode subir mais rapidamente em correntes ascendentes mais estreitas, devido à sua reduzida velocidade e ao facto de rodar mais apertado.

 

Asas delta e parapentes normalmente partilham o ar em harmonia. Ambos são capazes de voar longas distâncias. A asa delta tem a vantagem de ser mais rápida por isso conseguir descolar e voar numa gama mais larga de ventos (0-50 km/h) e possuir maior coeficiente de planeio (até 1:19) o que lhe permite percorrer maiores distâncias

 

 

QUAIS OS LIMITES DE IDADES PARA A PRÁTICA?

 

As idades dos praticantes de voo livre variam desde os 16 anos a octogenários. Pode-se dizer que os limites são mais mentais que físicos. Se alguém for suficientemente maduro para tomar decisões que afectem a sua segurança e tenha bons reflexos então terá provavelmente condições razoáveis para poder voar. Como voar depende mais do balanço que da força bruta, tanto mulheres como homens podem praticar de igual modo. Embora normalmente qualquer piloto de qualquer altura possa voar, os limites estão de certa forma dependentes do equipamento utilizado. Existem também asas de tamanhos personalizados, para pilotos cujo peso tenha uma maior variação relativamente aos parâmetros “normais” - não é o peso que determina quem pode ou não voar. Tão ou mais importante do que estar fisicamente preparado, é estar mentalmente preparado. Para se fazer voo livre é necessário pensar com clareza e saber escutar os conselhos dos pilotos mais experientes.

 

 

ONDE VOAR?

 

Um pouco por todo o lado: Voa-se no litoral junto à praia em ascendente orográfica. Voa-se no interior do país, em montanha, com ascendente orográfica e térmica, onde existem muitos locais de voo mantidos pelos diferentes clubes/escolas de voo livre, com descolagens e aterragens oficiais. Também se voa na planície com recurso a métodos mecânicos de traccionado e rebocado onde se pode subir largas centenas de metros em questão de minutos.

 

 

QUAL A ALTURA E DISTÂNCIA POSSÍVEIS DE ATINGIR?

 

As asas delta e parapentes podem atingir alturas de vários milhares de metros e distâncias de varias centenas de Km. O recorde de distância em asa delta é de 703 Km. O de parapente é de 423 Km. Voos a alturas superiores a 2.000 metros e distâncias superiores a 50 km são comuns.

 

PARAMOTOR

 

O desenvolvimento espectacular do voo em Paramotor, deve-se entre outros factores, às melhorias nos motores actualmente mais potentes e mais silenciosos, ao incremento do desenho de asas, melhores rendimentos e valias, desenvolvimento de parapentes especificos para o voo com motor e ainda ao desenvolvimento dos própios pilotos de Paramotor, muitos tiveram uma formação prévia em parapente .

 

Com a democratização do voo através do Paramotor e devido ao seu baixo preço comparativo a outras modalidades aeronauticas, vivemos hoje uma espécie de " novo nascimento da aviação", é pois uma forma de evasão, de ócio para puro prazer dos sentidos e emoções.

 

Mas as competições são sempre um meio de catapultar o voo ao seu expoente mais elevado.
 

Desde 1991 que se organizam competições regulares em França, o 1º campeonato espanhol foi em outubro de 1997 em Mansilla.
 

A FAI (Federação Aeronautica Internacional) estabelece e tutela os campeonatos do Mundo e da Europa. Em 1993 na Republica Checa organiza-se o 1º Europeu da modalidade; a 1º Copa do Mundo de Paramotor teve lugar na Polónia em1994.

 

A França desde muito cedo se tinha revelado a potência do voo em Parapente motorizado... mas nos jogos mundias do ar na Turquia em 1997 a Espanha revela-se ainda mais forte com nomes como Ramon Morillas, Nino Muelas, Dani Martinez, que não mais deixaram o domínio Internacional, quer vencendo medalhas, quer abrindo caminhos pioneiros, como a realização de raides através de distancias enormes, ou batendo records de distância e altitude.

 

Em 2004 realizou-se o Campeonato da Europa de aviação ultraligeira em Portugal (Castelo Branco) foi a 1ª experiência competitiva Internacional da seleccção Lusa.
 

A prova para apuramento da selecção portuguesa "Pré selecção 2004" relizada em Sines / Santiago do Cacém, fez história ao seleccionar os pilotos e dar corpo á 1º Selecção Nacional de Paramotor... todos os clubes de parapente e paramotor de Portugal foram convocados a participar.

 

A autonomia destas aeronaves aumentou muito, voos de 4 ou 5 horas transpondo enormes distâncias são vulgares para os pilotos mais experientes... o Paramotor pode mesmo voar a motor parado em correntes ascendentes e assim poupar combustível... alongando o seu raio de acção.

 

As competições em Paramotor são muito variadas,o que exige dos pilotos profunda experiência e capacidades várias no voo:

 

 

ACROBACIA AÉREA

 

A acrobacia aérea é uma actividade que se pratica utilizando aeronaves com motor ou sem motor , especialmente adaptadas . É uma actividade perfeitamente codificada , como a patinagem artistica ou a ginástica, com reportórios de figuras perfeitamente definidas e catalogadas (diagramas Aresti) pela FAI (Federação Aeronáutica Internacional), que com uma formação progressiva e sólida da parte dos concorrentes e dos juízes e instrutores permite que este desporto se desenrole com toda a segurança.

 

Os concorrentes em competição voam três sequências de manobras acrobáticas, uma sequência conhecida , uma estilo livre e outra desconhecida. Cada uma destas sequências é composta dum conjunto de manobras extraído dum catalogo de figuras permitidas (Catálogo FAI) .

 

A sequência é voada num espaço cúbico , perfeitamente definido e marcado no terreno de acordo com as normas FAI.

 

O vôo é julgado por juízes que se encontram no solo. Os critérios de julgamento são específicos para cada figura. Segundo uma escala (entre 0 e 10), que é multiplicada pelo coeficiente de dificuldade de cada figura, dando a pontuação parcial, que será somada a outras pontuações da sequência predeterminada.

 

Para se exercer a função de juiz é necessário frequentar um curso específico e obter experiência num certo número de competições desportivas.

 

Para se manter a licença de juiz válida é necessário revalidar através de um exame e ter julgado um número mínimo de competições anualmente.